Ladrões seguem atacando no Itaigara
Na noite desta quinta,17, enquanto conversava com a equipe de reportagem do A TARDE, a pedagoga J.A., 57, ainda mostrava dificuldade em falar. A boca permanecia inchada, resultado da pancada que lhe quebrou dois dentes da frente. Ela contou que, por volta das 17h30 de terça, foi surpreendida por um ladrão, em um retorno próximo ao Parque da Cidade, na Av. ACM, que estilhaçou com uma pedrada o vidro do carona do Ford Fiesta da vítima.
“O bandido passou por trás do carro, chegou na minha janela e gritou ‘perdeu, perdeu!’ Eu consegui esconder a bolsa. Ele atirou um pedregulho que quebrou o vidro e atingiu minha boca. Fiquei toda ensanguentada”, contou a pedagoga. Ela não chegou a registrar ocorrência em delegacia. Achou desnecessário, pois a bolsa não foi levada.
Mas ela lembrou que “naquele local é recorrente acontecerem essas ações de bandidos”. Uma familiar dela foi vítima de investida semelhante há cerca de três meses. A pedagoga contou que vai precisar de implante: “Mas tive até sorte. Poderia ter ficado cega ou sofrer um traumatismo craniano”.
O major Ramalho Neto, comandante da 35ª Companhia Independente da Polícia Militar (Iguatemi), confirmou que mulheres são os alvos preferenciais de ladrões que atuam em engarrafamentos.
“O impacto causado por essas ocorrências é sempre forte, os marginais jogam pedras no rosto das vítimas para evitar que elas sigam dirigindo”, disse o major. Ele disse que uma equipe da companhia atendeu a pedagoga. Segundo o major, o crime teria ocorrido próximo ao Hospital Aliança.
Queixa - A delegada Jussara Souza, titular da 16ª DT (Pituba), orientou as vítimas a sempre prestarem queixa. “Nesse caso houve tentativa de roubo e agressão. Registrar a queixa nos abastece com dados para direcionar as investigações”, ela explicou.
O major informou que, pelo menos, três viaturas e uma motocicleta circulam com policiais pela área do Itaigara. “Temos conseguido êxito na detenção de assaltantes. O problema é que grande parte é menor de idade, e logo está de volta às ruas. São viciados em crack, o que mostra tratar-se de uma questão social e de saúde pública, não só de polícia”, advertiu o major.
Ele ainda revelou que há um projeto em andamento para a instalação de câmeras na Avenida Juracy Magalhães, imediações do Hospital Aliança, e também no Itaigara, à altura da entrada do Parque da Cidade. “Estamos conversando sempre com o comando de outras companhias. A intenção é que as imagens sejam monitoradas, em tempo real, nas bases comunitárias instaladas no Nordeste”, ilustrou.
Fonte: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5785556



